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Edifício na Costa do Castelo

Lisboa, Portugal

2014 – …

Todos os movimentos à volta de um centro são centrífugos?

O projecto, que contempla um duplex nos pisos inferiores e um triplex nos pisos superiores, desenvolve-se em torno do saguão central como elemento nevrálgico capaz de introduzir equilíbrio na relação horizontal preexistente. Se, por um lado, essa horizontalidade dilata os pisos na procura do ponto de fuga exterior, por outro, é o saguão que articula todos os pisos entre si, estabelecendo-se como contraponto interno vertical. Assim, o desenho polarizado que habitualmente caracteriza a planta deste tipo de edíficios, propõe agora a reinterpretação do seu centro.

Em finais do século XIX e princípio do século XX, o contexto de expansão da cidade e a crescente necessidade de alojamento em Lisboa levou ao aparecimento de edifícios apelidados de ‘Gaioleiros’. Das características principais deste tipo de edifícios destaca-se a profundidade dos lotes, marcada por corredores que atravessam os apartamentos em todo o comprimento. A disposição original dos compartimentos nestes edifícios sugere uma polarização das zonas sociais e funcionais nas extremidades, enquanto que os quartos se organizam em volta de um saguão central.

No caso particular deste edifício ‘Gaioleiro’ localizado na Costa do Castelo, para além das características inerentes a esta tipologia, acresce o acentuado declive que lhe permite ter uma vista privilegiada sobre Lisboa. A sua consequência natural seria uma lógica de distribuição horizontal que procurasse, acima de tudo, a relação com a paisagem.
Ao invés, a ampliação do saguão através da sua ‘duplicação’ e incorporação do núcleo de escadas reforça a relação que se quer zenital, de procura de luz e ventilação. Deste modo, deixa de ser o elemento que divide o edifício ao meio para ser uma força centrípeta de organização de toda as suas circulações, actividades e de celebração do seu interior.

O projecto, que contempla um duplex nos pisos inferiores e um triplex nos pisos superiores, desenvolve-se em torno do saguão central como elemento nevrálgico capaz de introduzir equilíbrio na relação horizontal preexistente. Se, por um lado, essa horizontalidade dilata os pisos na procura do ponto de fuga exterior, por outro, é o saguão que articula todos os pisos entre si, estabelecendo-se como contraponto interno vertical. Assim, o desenho polarizado que habitualmente caracteriza a planta deste tipo de edíficios, propõe agora a reinterpretação do seu centro.

Projecto Edifício na Costa do Castelo

Localização Lisboa, Portugal

Cliente Privado

Programa Reconstrução de edifício e divisão em 2 apartamentos

Área 800 m2

Fase de projecto actual Em acabamentos

Data 2014 – …

Arquitectura Aurora Arquitectos

Equipa de Arquitectura Sérgio Antunes, Sofia Reis Couto, Rita Ferreira, Pedro França, Bruno Pereira, Tânia Sousa, Valeria Varesco, Rui Baltazar

Projectos e especialidades Edifiteca

Fiscalização GESCONSULT

Construção Manuel Mateus Frazão, Lda

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