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Hotel de Apartamentos na Padaria

Lisboa, Portugal

2013

Como emoldurar o pombalino?

O princípio fundador do projecto nasce da compatibilização de dois factores, enaltecer e elevar a experiência do património pombalino e garantir o conforto e contemporaneidade da hotelaria actual.

 

Uma colagem em que uma linguagem arquitectónica contemporânea, depurada e abstracta é explicitamente justaposta à linguagem pombalina. Uma emoldura a outra, e o contraste entre as duas serve para se valorizarem mutuamente.

 

Elegem-se áreas base que serão recuperadas de forma a conservar os elementos construtivos originais e parte da sua patine natural. Sobre estas áreas criam-se núcleos novos, construídos de raiz, afirmativamente contemporâneos, quer pela sua forma e desenho, quer pela sua materialidade. Potenciam-se assim novas situações espaciais, híbridas e inesperadas.

O projecto tem como objectivo a reabilitação de um prédio pombalino para ser adaptado a hotel de apartamentos. Pretende-se assim um edifício dividido em pequenos apartamentos para aluguer de curta duração, destinados sobretudo a turistas.

Layout de apartamentos – na distribuição dos apartamentos procura-se aproveitar, sempre que possível, a estrutura resistente original, também ela considerada património. Consequentemente mantém-se o esquema de circulação original, pré-modernista, sem corredores de distribuição, com portas de interligação entre compartimentos, de forma a maximizar a área útil. Torna-se fundamental o princípio definido à partida de criar núcleos novos, construídos de raiz, afirmativamente contemporâneos que respondem assim às áreas de maior exigência funcional, como cozinhas e casas de banho.

Sobreloja – propõe-se utilizar este piso em conjunto com o R/C ou 1ºandar de forma a constituir 3 apartamentos duplex que minimizam as zonas de pé direito baixo através de duplos pés-direitos.

Elevador – coloca-se como pivot entre a entrada do prédio e a distribuição dos apartamentos, diminuindo assim a área de circulação comum e preservando os espaços existentes, nomeadamente a têmpora pintada no tecto da sala do piso 2. A sua posição pressupõe desviar um primeiro troço de escada de acesso à cave.

Loja – propõe-se manter o espaço de gaveto como loja, mais especificamente restaurante – café, acreditando que sua posição e visibilidade quer da rua de São Julião, quer da subida para a Sé, fazem dela um espaço viável do ponto de vista comercial. Esta opção relaciona-se também com a posição do elevador e redesenho da escada de ligação à cave. Através de um vão entre o espaço de entrada e a loja, esta escada permite várias utilizações: em exclusividade do prédio ou da loja, ou em conjunto.

Cave – a versatilidade do acesso a esta amplia as possibilidades da sua ocupação. Apresentam-se como sugestões servir de espaço complementar à loja ou como área de apoio ao funcionamento dos apartamentos, para arrecadação, áreas técnicas e/ou cacifos para bagagem. Uma possibilidade mais recreativa é a sua ocupação com ginásio exclusivo aos utilizadores do prédio.

Materiais e soluções construtivas – Neste âmbito reafirma-se o valor e versatilidade do conceito de “collage”, onde se elegem áreas base que serão recuperadas de forma a conservar os seus elementos construtivos originais. Esta solução permite recuperar elementos originais como portas, janelas, portadas ou azulejos, propondo-se inclusivamente a sua deslocação para as zonas específicas que se pretende caracterizar.

Projecto Hotel de Apartamentos na Padaria

Localização Lisboa, Portugal

Cliente Privado

Programa Concurso privado para reabilitação e re-divisão de prédio pombalino para hotel de apartamentos de aluguer de curta duração

Área 1053,9 m2

Data 2013

Autoria Aurora Arquitectos

Equipa de Arquitectura Sérgio Antunes, Sofia Reis Couto, Teresa Rodrigues

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